Empreendedorismo

A tecnologia também produz vegetais em ambiente controlado

A CoolFarm foi uma das finalistas do prémio ibérico Empreendedor XXI. A ideia da produção de vegetais dentro de um ambiente controlado quer fornecer uma solução chave-na-mão para a indústria alimentar, com inteligência artificial à mistura.

João Igor e Gonçalo Cabrita criaram a CoolFarm em 2015. O objectivo? Desenvolver uma solução tecnológica que permitisse o crescimento de vegetais em ambientes controlados, mas que servisse também de resposta a algumas questões da ‘vida actual’: um método que fizesse frente ao exponencial aumento da população mundial, que permitisse uma produção mais limpa, com maior poupança de recursos e que não cortasse na rentabilidade; mas também com uma forte componente de transparência para o consumidor final.

«O produto principal é o CoolFarm in/store: uma solução chave-na-mão para a produção local de alimentos frescos, nutritivos e deliciosos, durante todo o ano com mínimo de desperdício e máxima segurança, virado para os mercados do retalho e HoReCa», explicam João e Gonçalo.
Como modelo de negócio, a CoolFam aluga a CoolFarm in/store e disponibiliza o serviço farming, que «os clientes usem as caixas com sementes (sem o uso de terra) durante todo o processo de crescimento das plantas e até à mesa do consumidor final, para que não percam tempo e dinheiro a semear ou a colher os vegetais», explicam os fundadores, reforçado ainda que este crescimento automatizado permite diminuir «significativamente os custos operacionais».

Um método com maior poupança de água

A forma de produção de vegetais da CoolFarm é diferente dos métodos tradicionais. A startup utiliza a técnica de hidroponia, que não recorre a solo para a produção de vegetais.
De acordo com os fundadores, é possível poupar «até 95% de água comparando com a agricultura tradicional», além de não recorrerem a pesticidas ou herbicidas. A CoolFarm já tem clientes nacionais e internacionais, desde «estufas, vertical farming, até ao retalho», explicam os responsáveis. «O feedback é muito positivo pois a nossa tecnologia e modelo de negócio facilita todos os processos de produção de vegetais, gerando mais receitas e um produto com maior qualidade», explicam.
Os próximos passos da CoolFarm passam pelo «crescimento das vendas nas áreas do retalho e restauração», explicam. «Temos como objectivo entrar em força no mercado asiático, que é o maior e o que mais precisa devido aos problemas de poluição outdoor (ar, solos e água), que não facilitam a produção de vegetais em ambientes não controlados e ao rápido crescimento populacional», concluem João Igor e Gonçalo Cabrita.

 

 

Cátia Rocha
É fã de tecnologia que lhe permita facilitar a vida e tem pavor a todo e qualquer sinal de indicação de bateria fraca.