Tendências

Experiências mais imersivas, blockchain e muitos dispositivos inteligentes prometidos para 2018

Inteligência Artificial, IA

Com o novo ano mesmo ao virar da esquina, as consultoras e empresas de pesquisa, como a Gartner e a IDC, já traçam o cenário e as tendências para os próximos meses. Aqui fica um Top 10 das tendências para 2018.

1. Inteligência Artificial

Ainda há muito por fazer até que a IA passe a ser mais que um interesse para as organizações – 59% das empresas já recolhem informação para conseguir adoptar uma estratégia que utilize IA para ajudar no processo de tomada de decisão e inovação nos modelos de negócio. À medida que o tempo passa, vão aumentando as potencialidades da IA, quer nos negócios, quer para o utilizador final.

Relativamente à eterna questão ‘Será que a IA vai roubar-me o emprego?’ também há dados: a Gartner indica que, em 2020, a IA vai criar mais empregos que os “roubar”. Os estudos apontam para que sejam eliminados 1,8 milhões de postos de trabalho em 2020, mas criados 2,3 milhões empregos pela IA.

 

2. Apps inteligentes e analítica

Quanto mais se desenvolverem as capacidades de IA, mais facilmente serão integradas em aplicações e serviços para fornecerem aos negócios uma nova camada.

Pensamos nos ERP, onde a IA quer dar uma ajudinha a fazer sugestões; também é possível dar uma nova camada de significado à analítica. Com aplicações mais inteligentes – já vemos toda uma panóplia de assistentes dentro das aplicações empresariais – existe o potencial de criação de um novo intermediário digital para as pequenas tarefas.

 Analítica, analytics

3. Objectos inteligentes

Não é novidade que a IoT continua a marcar passo no mercado. Já existem várias opções que, além de estar ligadas à Internet, ainda recorrem a machine learning e IA para novas funcionalidades.

Em 2018, a Gartner prevê o aumento dos objectos inteligentes utilizados em conjunto, na criação de um ecossistema ao serviço dos negócios e dos consumidores – quer de forma autónoma, quer com supervisão humana.

 

4. Acrescentar valor com digital twins

Um digital twin funciona como uma representação digital de algo que existe no mundo real. Estes digital twins permitem oferecer informação extra e acrescentar valor, sendo usado há mais de trinta anos. O que promete mudar é mesmo a complexidade destas representações, utilizando o potencial de IoT.

Em 2021, a Gartner aponta para que metade das grandes empresas industriais usem digital twins, traduzindo-se em aumentos de eficácia na ordem dos 10%. Estes podem ser particularmente atraentes para áreas como a gestão de edifícios, com a particularidade de poupar milhões na questão de reparações e manutenção.

 

5. A mudança para edge computing

Muitos dos negócios já estão na cloud, é verdade. Em 2020, a IDC refere que 90% das organizações vão usar vários serviços diferentes e plataformas na cloud, por exemplo.

Mas o edge computing, em que o processamento da informação é feito perto da fonte, está a chamar a atenção, apresentando como vantagens uma latência mais baixa – tanto que há empresas que estão a incluir este tipo de soluções nas suas infraestruturas.

6. AR + VR resultam em experiência imersivas

Tecnologias como realidade aumentada, realidade virtual e realidade mista prometem continuar a figurar nas listas de tendências, com utilizações transversais a vários sectores de actividade. Ao longo de 2017, vimos o ARkit da Apple e o Tango ou ARCore da Google a chegar ao mercado.

Desde o lançamento do iPhone X, multiplicamram-se as aplicações a chegar ao consumidor utilizando a realidade aumentada. Em 2018, espera-se que se multipliquem os dispositivos e softwares preparados para utilizar este tipo de tecnologia.

Google ARCore, realidade aumentada

7. Blockchain continua a ser tendência

Ultimamente, o blockchain figura na lista de tendências, já que o modelo partilhado e descentralizado de base de registos e dados permite ter outro grau de confiança no que toca a transações – tanto que já é referido como ‘o protocolo da confiança’. Com aplicações em áreas como governo, saúde ou distribuição de conteúdos, a tecnologia de blockchain ainda promete dar que falar.

A Gartner avança ainda com outro ponto a ter em conta relativamente às criptomoedas e blockchain. De acordo com o estudo, em 2020, a indústria bancária pode vir a ter mais de 840 milhões de euros oriundos do uso de criptomoedas baseadas em blockchain. Pode parecer um valor baixo quando comparado com os 6,45 biliões de euros da indústria bancária em 2020, mas pode bem apontar para uma legitimação do uso de criptomoedas.

 

8. Versatilidade vs. especialização

Em relação à força de trabalho, em que actualmente os funcionários especializados representam 42% do ‘plantel’ das TI, estão prometidas mudanças.

A versatilidade dos trabalhadores, com a capacidade para desempenhar vários papéis dentro das organizações, promete ser mais valorizada do que a especialização.

 

9. Plataformas com capacidade de resposta

A Gartner aponta para que os consumidores valorizem mais as plataformas que sejam capazes de comunicar. As plataformas prometem continuar a desenvolver-se, com a consultora a apontar para que este tipo de comunicação entre homem e máquina se transforme no paradigma.

Em 2021, 50% das empresas vão investir mais no desenvolvimento de bots do em aplicações móveis, por exemplo.

 

10. Um novo mindset no que toca à segurança

Já não chega só tomar medidas de segurança – as tendências apontam para o desenvolvimento de avaliações contínuas no que toca à segurança, com uma abordagem focada na adaptabilidade às ameaças.

E, acima de tudo, com responsáveis de segurança que adoptem técnicas adequadas a esta era digital –  e muito, muito acelerada.

Cátia Rocha
É fã de tecnologia que lhe permita facilitar a vida e tem pavor a todo e qualquer sinal de indicação de bateria fraca.