A WYnova lançou uma oferta de soluções especialmente dirigida a empresas com candidaturas aprovadas pela medida ‘Linha IA nas PME’ do PRR, num máximo de 300 mil euros por organização. Esta está dividida em três segmentos: a WYnova AI Solutions, ferramentas de IA pré-construídas para desafios operacionais recorrentes; Workflow Automation, integração de IA e automação entre sistemas que não comunicam entre si; e a AI Solution Builder, que consiste na construção de plataformas de raiz para responder a desafios para os quais não existe uma solução disponível no mercado.
Tiago Veríssimo, CEO da WYnova, explica em que consistem as soluções de IA pré-construídas: «A maioria das PME enfrenta os mesmos problemas operacionais recorrentes – produzir conteúdo comercial em escala, ter visibilidade sobre o negócio quando os dados estão espalhados por vários sistemas, fazer prospecção, ou processar documentos não estruturados. Em vez de construir uma solução de raiz personalizada, adaptamos ao “chassis” das empresas os nossos motores pré-construídos de micro-plataformas de IA que resolvem um problema concreto e bem delimitado, prontas a entrar em produção em semanas, não meses».
As vantagens para as PME são que «não precisam de uma equipa interna de IA para arrancar, têm retorno rápido sobre um problema que sentem todos os dias, e podem começar por uma plataforma e expandir à medida que ganham confiança», salienta o responsável.
Tarefas manuais
O CEO esclarece ainda que onde estas soluções apresentam maior potencial é «em departamentos de serviços profissionais, financeiro e jurídico, onde lidam diariamente com grandes volumes de documentos repetitivos», já que «é precisamente neste tipo de tarefas pesadas em dados não estruturados que a IA actual entrega os resultados mais fiáveis e o ROI mais imediato e fácil de demonstrar». Além disso, vêem «forte potencial na indústria e na construção, onde processos de back-office ainda assentam em trabalho manual e onde a integração com os sistemas já existentes (ERP/PHC) liberta ganhos imediatos», e nos serviços com forças de vendas, onde a prospecção e a consolidação de informação consomem tempo que devia estar na venda».
Modelo FDE
Para oferecer estas soluções, a empresa especialista em implementação ágil de soluções de inteligência artificial para optimização operacional tem «uma equipa de engenheiros sénior capaz de combinar IA generativa, agentes autónomos e automação de processos, entre outras capacidades técnicas». Além disso, opera segundo o modelo Forward Deployed Engineer (FDE), em que «quem arquitecta e desenvolve a solução é quem está em contacto directo com o cliente. Sem a habitual transferência entre quem vende, quem desenha e quem implementa. Isto cria um ownership forte e responsabilização directa pelo resultado», esclarece Tiago Veríssimo.
Por outro lado, o responsável realça que o que diferencia a WYnova é a «mentalidade boutique com profundidade de grupo», ou seja, «a proximidade e a rapidez de uma equipa pequena e especializada, com a solidez e os recursos de quem pertence a um grupo. O cliente fica com atenção dedicada, sem o risco de uma estrutura frágil». O responsável refere também que o distingue na empresa é «a experiência transversal a vários sectores», que dá «uma elasticidade de pensamento que permite transferir conhecimento de um domínio para outro. Muitas vezes, a melhor solução nasce de algo que já resolvemos num sector completamente diferente — uma polinização cruzada difícil de replicar para quem está fechado num único vertical».









