A ESET revela que a sua telemetria mostra que os actores alinhados com o Irão estão mais activos em virtude do conflito existente e que visam de forma desproporcional entidades dos sectores da engenharia e da manufatura.
A empresa europeia de cibersegurança alerta que a actividade hacktivista tendem a surgir primeiro, enquanto operações APT de reconhecimento e acesso inicial avançam em paralelo ou logo a seguir.
O risco é particularmente relevante para «organizações com relações de supply chain no Médio Oriente, ligações operacionais à região ou dependências de serviços cloud aí localizados, bem como para empresas com exposição indirecta através de fornecedores com acesso remoto e MSP».
A ESET recomenda assim que as organizações identifiquem e protegam tudo o que está exposto à internet; reforcem a autenticação e a preparação das equipas para reconhecer spearphishing; auditem a supply chain; façam mapas das dependências cloud e garantam cópias de segurança offline e air-gapped.
De acordo com Ricardo Neves, responsável de Marketing e Comunicação da ESET Portugal, «o actual contexto geopolítico reforça tendências que a ESET já vinha a identificar no seu Relatório de Ameaças de 2025, nomeadamente a rapidez com que os atacantes se adaptam e a pressão crescente sobre as organizações. Num cenário em que estão em causa cadeias de fornecimento, serviços cloud, MSP e infraestruturas críticas, a resiliência operacional deixa de ser apenas uma boa prática e passa a ser uma prioridade imediata.»









