Os CIOs enfrentam hoje uma pressão crescente para acelerar a adoção de Inteligência Artificial, mantendo simultaneamente segurança, conformidade e controlo operacional. À medida que a IA evolui de sistemas de resposta para modelos capazes de agir autonomamente através de agentes, torna-se essencial garantir que esta evolução ocorre dentro de um enquadramento seguro e auditável.
Neste contexto, a governação de dados deixa de ser apenas uma função de conformidade e passa a assumir um papel central na estratégia de IA. É a governação que define aquilo a que os agentes podem aceder, que ferramentas podem utilizar e quais os sistemas sobre os quais podem atuar.
O Global CIO Report da Logicalis evidencia que a ambição em torno da IA cresce mais rapidamente do que a maturidade dos modelos de governação. Os dados mostram que 94% das organizações aumentaram o investimento em IA, enquanto apenas 37% têm visibilidade total sobre as ferramentas utilizadas internamente. Além disso, 57% dos CIOs reconhecem riscos associados à utilização não controlada de IA pelos colaboradores.
Com a evolução para IA agêntica, os desafios tornam-se mais relevantes. Os agentes já não se limitam a gerar conteúdos. Têm capacidade para aceder à informação, interagir com aplicações e executar ações em sistemas críticos. Pequenas falhas de governação podem rapidamente transformar-se em riscos operacionais e reputacionais.
Segundo a IDC, poderão existir mais de mil milhões de agentes de IA até 2029, responsáveis por cerca de 217 mil milhões de ações diárias. Nesta escala, processos manuais deixam de ser viáveis e a governação deve ser integrada desde a base da arquitetura.
A IDC identifica a governação de agentes como uma prioridade crítica. Isto implica aplicar políticas sobre identidade, acessos, permissões e utilização de ferramentas, garantindo que os agentes operam com níveis de controlo equivalentes aos restantes sistemas empresariais.
Uma abordagem eficaz deve assentar em identidade empresarial, princípio do menor privilégio, auditoria contínua e políticas automatizadas de segurança. Em paralelo, é essencial reduzir a shadow AI através da disponibilização de plataformas seguras e aprovadas, promovendo inovação dentro de ambientes governados.
Neste contexto, a governação de dados afirma-se como o novo perímetro de segurança das organizações na era da IA agêntica.
Para saber mais sobre este estudo, faça o download gratuito do infográfico da IDC em www.pt.logicalis.com/estudos-idc-logicalis









