A mais recente edição do estudo da Salesforce mostra que as empresas europeias usam uma média de doze agentes e que este número vai crescer 83% em apenas dois anos. O Connectivity Benchmark Report revela ainda que 78% dos inquiridos referem que a maioria ou todas as equipas e funções adoptaram agentes de IA. As empresas usam agentes SaaS pré-construídos (36%), incorporados em plataformas empresariais (34%), mas também desenvolvem os próprios agentes internamente (30%).
Por outro lado, o relatório, realizado em colaboração com a Vanson Bourne, realça que 94% dos líderes de TI consideram que os agentes já melhoraram ou esperam que venham a melhorar as experiências dos colaboradores, e 94% acredita que irão libertar os programadores para se concentrarem em trabalhos de maior valor acrescentado.
Um caminho com barreiras
Apesar da grande implementação dos agentes, a Salesforce destaca que «uma lacuna crítica de orquestração e governação está a surgir». Assim, segundo a 11.ª Edição do Connectivity Benchmark Report, o número de aplicações nas empresas europeias cresceu de 789 para 867, relativamente ao estudo do ano anterior, com apenas 29% delas integradas. Isto leva a que 84% dos entrevistados esteja preocupado com o facto de os agentes introduzirem mais complexidade do que valor. Entre os principais desafios revelados pelos líderes de TI europeus na correcta adopção da IA agêntica estão a gestão de riscos, conformidade/segurança e/ou implicações legais (43%); a falta de conhecimento interno em IA/design de agentes (41%); a infraestrutura legacy ou incompatibilidade de sistemas (36%); a integração de aplicações e dados isolados (35%) e a confiança limitada na tomada de decisões autónomas (34%). Além disso, apenas 57% das organizações têm uma estrutura de governação centralizada com supervisão formal para as suas capacidades de agentes.
Fernando Braz, country leader da Salesforce em Portugal, salienta que «o mais surpreendente não é apenas a velocidade da adopção de agentes de IA, mas o facto de essa adopção estar a acontecer antes de existir uma base tecnológica e de governance suficientemente integrada, criando um paradoxo entre entusiasmo estratégico e fragilidade operacional».
Integração é fundamental
A empresa de CRM revela que, para «colmatar as lacunas de integração, os líderes de TI europeus estão a caminhar para uma base unificada», o que se traduz no facto de 96% concordarem com a realidade de que o sucesso dos agentes de IA depende da «integração perfeita dos dados em todos os sistemas». Por outro lado, 92% dos inquiridos assumem que o sucesso dos agentes de IA exigirá que a arquitectura de TI se torne mais orientada para API, sendo que 34% das equipas já estão a utilizá-las para acelerar a integração entre sistemas.
O responsável explica o que as empresas devem fazer para que o uso de agentes traga mais valor: «À medida que avançamos para a era multiagente, torna-se essencial a implementação de soluções como o MuleSoft Agent Fabric, que unifica e simplifica o actual cenário fragmentado de agentes de IA, através de uma rede de agentes governada e coesa, e um só plano de controlo para todos os agentes de IA, ferramentas e metadados».









