Empreendedorismo

Explor fornece recomendações turísticas personalizadas em tempo real

A startup nacional desenvolveu uma app mobile que dá recomendações turísticas personalizadas, em tempo real. A Explor quer «contribuir para um sector do turismo mais transparente e eficiente».

A Explor foi criada em 2022 por Patrícia Machado e Dan Jones (que se conheceram na sequência do programa de aceleração da Demium); depois, chegou Ricardo Órfão, que entrou na startup como CTO. «Foi um match perfeito que levou à criação de uma equipa com conhecimento profundo do mercado e das necessidades dos utilizadores», explica a co-fundadora e CEO Patrícia Machado.

A startup desenvolveu uma app mobile que oferece recomendações turísticas hiper-personalizadas em tempo real, um recurso que resulta da «experiência de trabalho» da chief executive officer. A responsável explica que há «cada vez mais informação sobre o que fazer numa cidade» e os turistas estão «cada vez mais confusos com a quantidade de opções», o que torna o momento de decidir o que fazer «frustrante e demorado». A Explor quer resolver exactamente esta falha entre a «forma como os turistas tomam decisões e a forma como as soluções actuais trabalham», já que são «estáticas» e «só funcionam muito bem para quem sabe o que quer».

Segundo Patrícia Machado, a “chave” está em «considerar o contexto do turista» – é assim que o produto da startup funciona: «Aplicamos resultados de R&D directamente na solução, o que significa que, só com a informação básica obtida do e-mail, conseguimos criar um conjunto de suposições sobre o utilizador e recomendar-lhe coisas minimamente lógicas, sem necessidade de ter um questionário enorme. Depois, vamos interagindo com o utilizador para lhe ir perguntando, de forma muito rápida e binária (respostas de ‘sim / não’ ou ‘a / b’), coisas que nos ajudam a refinar a pesquisa e cujas respostas afectam os resultados que o utilizador vê. Toda a interacção da aplicação com o utilizador existe para facilitar o seu processo de tomada de decisão, eliminar a fricção no processo e reduzir o tempo que se perde para organizar a informação».

A empreendedora dá um exemplo: «Se o utilizador quer uma recomendação para almoçar e não procura um prato em específico, pode ser relevante perguntar se quer comer algo mais leve ou mais pesado e, com base na resposta, recomendar pratos em certos restaurantes». Patrícia Machado diz que «não há ferramentas no mercado que trabalhem bem com a incerteza» e, aí, a Explor «destaca-se». A startup quer, com isto, «contribuir para um sector do turismo mais transparente, eficiente e unido».

Ajudar o sector do turismo
Para já, a app está a funcionar apenas no Porto; a CEO sublinha que a startup a fazer «testes beta fechados com alguns parceiros, como operadores turísticos e unidades de alojamento». Estes são os «pontos “offline” onde os turistas se dirigem a pedir recomendações e, também, um ponto interessante de entrada no mercado». Mas a Explor quer evoluir: «Estamos a fazer acordos para que estes parceiros enviem listas de recomendações taylormade aos seus clientes de como explorar a cidade (no momento da reserva ou quando o turista pede recomendações) sem nenhum custo ou esforço operacional, providenciando um serviço muito mais personalizado e rápido».

Depois de melhorar a experiência no Porto, a Explor quer, «em breve», chegar a Lisboa e «expandir para o resto do país», assim como «aumentar a rede e tipologia de parceiros, apostando também em rent-a-cars, postos de turismo e criadores de conteúdo». Assim, a startup está à procura «stakeholders do turismo que se queiram juntar à rede e entrar no programa piloto».

Quanto ao futuro, Patrícia Machado diz que o foco passa por «ter uma solução que funciona bem em Portugal»; só depois, entram em prática os «planos de internacionalização», começando pelos países com os «maiores mercados emissores de turistas para o País e que façam sentido numa estratégia de retenção de utilizadores: Espanha e França».

A Explor tem sete colaboradores, mas espera aumentar a equipa, «após a próxima ronda de financiamento», nas áreas de «business development, marketing, tecnologia e operações», revela Patrícia Machado.

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