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Mundo gaming: um negócio de milhares de milhões

ComandosFoto de Pragii em Unsplash

Houve uma época em que os videojogos eram vistos apenas como uma forma moderna de brincar, somente mais um passatempo para jovens e adultos. No entanto, esta indústria é infinita. Sendo mesmo considerada uma das maiores do mundo do entretenimento.

Consolas, computadores e telemóveis são as plataformas que sustentam o mercado. Os dois primeiros são os pioneiros, fundamentais para a consolidação dos jogos eletrónicos e a sua popularização. Os smartphones vieram depois, mas não por isso têm menos importância, o seu papel na democratização do mundo gaming é notório.

Os números apontam que o mercado é extremamente lucrativo, dados revelados pela Gameindustry mostram que na Europa, em 2021, a faturação chegou a 23,3 mil milhões de euros, um aumento de 22% em relação ao ano anterior.

Em termos globais, a indústria dos videojogos supera a da música e do cinema somadas. Estima-se que o mercado dos jogos eletrónicos está avaliado em 163,1 mil milhões de dólares. O tamanho justifica o seu valor, a população mundial é de 8 mil milhões de pessoas, destas 2,7 mil milhões jogam videojogos.

No tripé que sustenta então este mercado estão as consolas, os computadores e os telemóveis, como dito anteriormente.

As primeiras são a “casa” dos videojogos, desde o lançamento da primeira delas, a Odyssey, em 1972. A venda de consolas disparou na pandemia, Sony, Microsoft e Nintendo, as três maiores do mercado, registaram crescimento nas vendas. Devido à crise dos microchips, as duas primeiras sofreram para manter o ritmo, com isso, a Nintendo disparou e a sua consola portátil, a Nintendo Switch, foi a campeã de vendas na Europa.

Os computadores, que por décadas rivalizaram com as consolas, mantêm um público fiel. Devido à alta capacidade de processamento e às modernas placas de vídeo, este é um segmento que atrai muitos jogadores. É neste nicho que nasceram os eSports, a profissionalização do gaming. Os campeonatos à volta do mundo contam com público nas arenas e milhares de espectadores na Twitch, uma famosa plataforma de transmissão de vídeo em direto. É justamente esta parcela que vem a ganhar força nos PCs e está cada vez mais próxima dos desportos tradicionais em termos de audiência e prémios.

Jogo_Móvel
Foto de SCREEN POST em Unsplash

Por último, o mercado para telemóveis, conhecidos como Mobile Game. Este segmento nasceu em 1997, com o clássico Snake dos dispositivos Nokia. No entanto, a popularização dos smartphones e as suas lojas de aplicações aumentaram o interesse do público. Escusado será dizer que a simbiose entre telemóvel e utilizadores é outro fator que influencia neste crescimento.

No ano de 2021, a Newzoo, especialista em análises do mercado de games, revelou que 52% do lucro obtido pela indústria dos videojogos era proveniente dos jogos para telemóvel, o valor no período é de 93 mil milhões de dólares, superando assim as consolas e computadores, que juntos somaram 87 mil milhões de dólares. Os números não mentem, a polaridade entre PC e consolas terminou e, agora, existe uma nova plataforma no jogo.

O facto curioso relaciona-se com a fonte de faturação dos jogos no telemóvel. À primeira vista poderiam ser as aplicações pagas a maior fonte de lucro, contudo, estas ocupam o segundo lugar na lista. O grande trunfo está nas compras dentro dos jogos, sejam mais moedas, vidas extras ou complementos, esta é a galinha de ovos de ouro do segmento.

No mercado de jogos para o telemóvel, os destaques vão para os títulos de Battle Royale, os campeões de downloads em 2020 e 2021.

No caso, PUBG Mobile e Garena Free Fire, dois expoentes do género, mostram isso, o segundo registou 34 milhões de instalações em 2021, um aumento de 72% frente ao ano anterior. A maioria dos downloads são provenientes do Brasil, onde o jogo é extremamente popular.

Os jogos mentais também estão representados no mundo do mobile game. Os mais clássicos jogos de mesa e de cartas ganharam novas versões e estão a alcançar um novo público. As versões digitais oferecem novas funcionalidades e um design moderno.

Neste género, destacam-se o póquer e o xadrez, com milhares de jogadores em busca de desafios mentais no dia-a-dia. O póquer tem crescido na Internet a partir de plataformas especializadas, que oferecem vários guias onde se podem aprender as regras. As plataformas também adaptaram o jogo criando diferentes variações que lhe dão ainda mais personalidade, tais como Texas Hold’em, Ohama e Five Card Draw.

Já o xadrez, talvez o desporto mental mais popular do mundo, foi rapidamente integrado à lista de jogos para o telemóvel. Assim como o poker, conta com websites especializados que oferecem diversas modalidades de jogo, partindo de partidas simples contra a inteligência artificial, até campeonatos completos contra jogadores reais.

Em suma, o mercado dos videojogos mostra, através dos números, que não está para brincadeiras. As empresas que atuam no setor, sejam estas editoras de jogos ou dispositivos, estão em constante procura de aumentar a sua quota no mercado. Um exemplo disso é a Sony, que além de produzir a PlayStation e videojogos exclusivos, também se lançou ao mercado de títulos para o computador. A previsão para este mercado é positiva, resta saber se todas as análises se confirmarão para os próximos anos.