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Honor quer posicionar-se «entre as três principais marcas de smartphones em Portugal até 2028»

A propósito do lançamento da série Honor Magic 8 em Portugal, falámos com Laurance Li (Country Manager da Honor para Espanha e Portugal) sobre a estratégia para o mercado português e os objectivos para os próximos anos.

Laurance Li © Honor

A Honor lançou recentemente em Portugal a sua gama Honor Magic 8 que conta com o modelo Pro, um flagship que promete muita autonomia, IA e excelentes fotografias. Laurance Li, Country Manager da Honor para Espanha e Portugal explica à businessIT que a marca «está a entrar numa nova fase em Portugal» em que está a ganhar «maior reconhecimento e notoriedade junto dos consumidores».

A estratégia é «orientada pelo Alpha Plan» e «centra-se no desenvolvimento de um ecossistema de IA aberto e centrado nas pessoas, capaz de antecipar as necessidades dos utilizadores, optimizar o desempenho e melhorar continuamente a experiência». Assim, a Honor foca-se «em quatro áreas-chave: crescer nos segmentos médio e alto, mantendo simultaneamente o volume nos dispositivos de entrada de gama, liderar o mercado de dispositivos dobráveis. expandir o ecossistema de produtos conectados e reforçar a presença junto de operadores, retalho e canais de e-commerce», salienta o responsável.

Laurance Li esclarece que a «missão passa por tirar partido da inteligência artificial, encarando-a simultaneamente como um desafio e uma oportunidade, de forma a melhorar a experiência do utilizador e a construir uma identidade de marca mais forte e distintiva».

Na prática, «isto traduz-se num forte foco na inovação, através de produtos de referência como a série Honor Magic e os dispositivos dobráveis, ao mesmo tempo que reforçam a presença da Honor em Portugal com equipamentos premium, capacidades avançadas de IA e parcerias sólidas com o retalho e os operadores».

O country manager desvenda que «um exemplo particularmente inovador é o Honor Robot Phone, um smartphone futurista equipado com um braço robótico e uma câmara inteligente, cujo lançamento está previsto para o MWC 2026».

Já no que diz respeito à abordagem em relação aos outros dispositivos da Honor disponíveis no mercado nacional, o responsável afirma que a marca «tem como objectivo de construir um ecossistema verdadeiramente conectado» e que «irá reforçar a sua presença em Portugal através de um portfólio diversificado que integra soluções baseadas em IA». É por essa razão, que a empresa quer «explorar novos produtos, como o AI Note e robôs AI Pet Companion». Já «do ponto de vista do negócio, esta estratégia permite diversificar fontes de receita, aumentar o valor do ciclo de vida do cliente e construir uma relação mais sólida com o consumidor».

Foco na inovação e segmento premium
O country manager diz que «embora a Honor ainda não tenha entrado formalmente no mercado B2B português» veem «claras oportunidades de diferenciação» e esclarece quais: «Os nossos dispositivos com inteligência artificial, alto desempenho e design premium oferecem um valor inegável para os utilizadores empresariais. Ao reforçar parcerias com operadores e retalhistas importantes, procuramos aumentar a visibilidade da marca e posicionar progressivamente a Honor como uma empresa fiável e diferenciada no segmento B2B».

Os planos de crescimento da empresa passam «pelo reforço dos segmentos médio e alto, através de um portefólio premium. A série Honor Magic lidera esta abordagem, destacando-se pela inovação em fotografia, desempenho, design e Inteligência Artificial, enquanto a série Magic V reforça a nossa ambição de liderar a categoria dos dobráveis com tecnologia de vanguarda».

Laurance Li revela que a estratégia «é bem exemplificada pelo recente lançamento do Honor Magic 8 Pro, que integra funcionalidades inovadoras como uma câmara de 200 MP, capacidades avançadas de teleobjectiva em ambientes de pouca luz, ferramentas de imagem suportadas por IA e um desempenho de topo assegurado pelo Snapdragon 8 Elite Gen 5».

Paralelamente, «os dispositivos dobráveis continuam a ser um pilar fundamental de diferenciação» e o responsável avança que «em 2024, a Honor tornou-se o fabricante de dobráveis do tipo book com crescimento mais rápido na Europa, triplicando a sua quota de mercado de 11% para 34%. Com a previsão de que os dobráveis representem quase 10% do mercado premium europeu até 2028, este segmento sustenta as ambições de crescimento a longo prazo da marca». Assim, «através da inovação contínua nestes dois segmentos, a marca «pretende definir o padrão para o futuro dos smartphones», assegura.

A importância dos operadores
Já sobre a quota de mercado da empresa em Portugal, Laurance Li refere que «está a registar um crescimento sólido e sustentado» e que o «desempenho junto dos operadores reflecte claramente este momento positivo. Na MEO, por exemplo, a Honor alcançou uma quota de mercado superior a 30% no segmento de tablets, reforçando a sua posição de liderança nesta categoria em 2025. Na NOS, as vendas de smartphones registaram um crescimento superior a 30% em termos homólogos em 2025 face a 2024, enquanto na Vodafone as vendas de smartphones aumentaram 19% no mesmo período».

Por outro lado, Laurance Li destaca a colaboração com os parceiros: «Trabalhamos em estreita colaboração com operadores principais para maximizar o alcance e a visibilidade, ao mesmo tempo que reforçamos a nossa presença em cadeias de retalho estratégicas, incluindo El Corte Inglés, FNAC e MediaMarkt».

O responsável indica que esta «abordagem garante um amplo acesso aos consumidores, apoia o crescimento de dispositivos premium e de gama média e permite oferecer uma experiência de marca consistente em todos os canais» e que «no futuro, vão expandir ainda mais a presença em parceiros de retalho, fortalecendo os pontos de contacto e a proximidade com os consumidores».

IA para melhorar a experiência
O country manager de Portugal e Espanha realça que «a inteligência artificial está no centro da estratégia da Honor» e sublinha como: «A nossa visão passa por utilizar a IA para simplificar o dia-a-dia de forma prática, fiável e com forte foco na privacidade, oferecendo benefícios concretos que tornam as tarefas quotidianas mais fáceis, seguras e eficientes».

O responsável dá alguns exemplos de como estão a integrar inteligência artificial «com impacto directo na experiência do utilizador» e que incluem «a optimização inteligente da bateria com base nos hábitos de utilização, o melhoramento automático de fotografias e ferramentas avançadas de prevenção de fraude, capazes de detectar deepfakes e esquemas digitais — ainda que os utilizadores nem sempre se apercebam de que estas soluções são suportadas por IA».

Laurance Li refere ainda o bom desempenho da marca e as perspectivas para o futuro: «Encerrámos 2025 com um crescimento sólido, posicionando-nos como uma das marcas de smartphones com crescimento mais rápido na Europa Ocidental, particularmente no segmento premium. As vendas neste segmento (acima de 800 dólares) cresceram mais de 50% na primeira metade do ano, reflectindo o forte impulso do nosso portefólio de produtos de referência»

Em Portugal, o «objectivo para 2026 e anos seguintes é consolidar este crescimento, reforçando a presença tanto no mercado livre como nos principais canais de operadores. Olhando para o futuro, continuaremos a ampliar a cobertura no retalho e junto dos operadores, aumentar a visibilidade da marca e promover um crescimento sustentável em volume e valor. A nossa ambição a longo prazo é posicionar a Honor entre as três principais marcas de smartphones em Portugal até 2028, com especial foco nos segmentos médio e premium, nos produtos do ecossistema e em parcerias duradouras com operadores e retalhistas», acrescenta.

Laurence Li assegura ainda que «o ano de 2026 promete ainda mais inovação, com lançamentos previstos nas séries Honor Number e Honor V, reforçando o compromisso com tecnologia de ponta, experiências potenciadas por IA e dispositivos premium para todos os segmentos».

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