Empreendedorismo

Bloop é a «primeira» rede social de compras e quer chegar a unicórnio

A startup portuguesa, que actua no e-commerce, só vai lançar a sua plataforma em Março, mas já conseguiu angariar 1,4 milhões de euros. A Bloop quer chegar aos 40 milhões de euros de facturação no próximo ano e «democratizar o poder da influência».

João Neves e Francisco Rodrigues ©Bloop

A Bloop define-se como a «primeira verdadeira» rede social de compras, já que combina um marketplace com redes sociais. A startup desenvolveu uma app (iOS e Android) e uma plataforma Web em que utilizadores compram produtos e fazem recomendações, recebendo comissões. Isto transforma «todos os utilizadores em influencers», explica Francisco Rodrigues, CEO e co-fundador da Bloop. O responsável sublinha que «qualquer pessoa pode comprar e publicar sobre a sua compra» o que resulta numa «recomendação autêntica». É uma «plataforma democrática e transparente», avança o responsável.

Os incentivos são apelativos, já que os utilizadores, ao fazerem uma publicação, «recebem 10% do valor de compra de volta na sua wallet da Bloop, que podem gastar em futuras compras». Depois, se alguém «comprar o mesmo produto pela publicação que essa pessoa fez, ganham mais 5% adicionais ao valor da compra, de forma ilimitada», esclarece Francisco Rodrigues. O CEO diz que vão «democratizar o poder da influência» e que, «dentro de dez anos, todos os negócios de e-commerce irão convergir para modelos de social commerce/shopping», ou seja, em que os «clientes comprarão com base nas recomendações de outros clientes».

Go-to-market este ano
A Bloop foi criada em 2022, mas a plataforma só vai chegar ao mercado, em versão beta, em Março com «acesso exclusivo por convites», salienta João Neves, CTO e co-fundador da startup. A ideia é «abrir» a solução a todos os utilizadores passado «um a dois meses e depois fazer o go-to-market em Setembro». Francisco Rodrigues revela ainda o motivo desta demora: «Queríamos criar uma plataforma que fosse possível de levar para várias geografias, portanto ter milhões de utilizadores e expandir rapidamente, por sabermos que este mercado é tão competitivo».

A startup já angariou 1,4 milhões de euros em financiamento na fase pre-seed sem ter qualquer solução pronta, «apenas com a ideia e um protótipo», diz o CEO. O valor foi levantado através de uma «ronda de crowdfunding», que atingiu 410 mil euros provenientes de 126 investidores privados, e uma ronda de capital do restante montante, liderada pelas portuguesas Monarque Funds e pela In Sure Broker.

Crescer rapidamente
As ambições da Bloop são grandes e o CEO acredita que podem chegar a «unicórnio», mas, a curto prazo, as expectativas também são elevadas. A startup quer «alcançar mais de dois milhões de clientes activos, movimentar um volume de vendas superior a 300 milhões de euros e arrecadar receitas de mais de 40 milhões de euros, até 2026. Para isso, têm uma estratégia de internacionalização que passa por «escalar rapidamente», avança Francisco Rodrigues: «Queremos começar em Espanha e, depois, chegar a França, Itália, Alemanha e até já temos as marcas registadas nestes países. Fora da Europa, o foco vão ser os Estados Unidos e o Brasil». Além disso, para esse crescimento ser possível, a equipa também vai aumentar e chegar aos cinquenta profissionais até ao fim do ano. A Bloop tem «actualmente catorze colaboradores» que vieram «da Amazon, Farfetch, Microsoft, Uber e Worten». É uma «equipa muito sénior, com média de dez a quinze anos de trabalho, portanto muito boa e talentosa», destaca o co-fundador.

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